Para lembrar, e rir. Rir não!!! Desmanchar-se a rir!!! Coisas que as nossas mães diziam e faziam… Era uma forma, hoje condenada pelos educadores, mas funcionou e por isso, somos pessoas de bem, não calculamos a morte dos pais, não ajudamos bandidos a sequestrar a mãe, não nos aproveitamos dos outros, não ficamos com o que não é nosso, respeitamos o próximo, sabemos valorizar tudo que temos, sabemos usar as palavras “mágicas”, aprendemos o verdadeiro sentido do respeito e sabemos conversar… Vamos aos fatos: A minha mãe ensinou-me a valorizar o sorriso… “Responde-me de novo e eu arrebento-te os dentes!”; A minha mãe ensinou-me a retidão… “Eu ajeito-te nem que seja na base da pancada!”; A minha mãe ensinou-me a dar valor ao trabalho dos outros… “Se tu e o teu irmão querem matar-se, vão lá para fora. Acabei de limpar a casa!”; A minha mãe ensinou-me a lógica e hierarquia… “Porque eu digo que é assim! Ponto final! Quem é que manda aqui?”; A minha mãe ensinou-me o que é motivação… “Continua a chorar que eu vou dar-te motivos para chorar!”; A minha mãe ensinou-me a contradição… “Fecha essa boca e come!”; A minha mãe ensinou-me sobre a antecipação… “Espera só até o teu pai chegar a casa!”; A minha mãe ensinou-me sobre a paciência… “Calma!… Quando chegarmos em casa tu vais ver só…”; A minha mãe ensinou-me a enfrentar os desafios… “Olhe para mim… e responde-me quando eu te fizer uma pergunta!”; A minha mãe ensinou-me sobre genética… “Tu és igualzinho ao teu pai!”; A minha mãe ensinou-me sobre as minhas raízes… “Estás a pensar que nasceste numa família rica, é?”; A minha mãe ensinou-me a religião… “É melhor rezares para esta mancha sair do tapete!”; A minha mãe ensinou-me o beijo do esquimó… “Se riscares de novo, eu esfrego-te o nariz na parede!”; A minha mãe ensinou-me contorcionismo… “Olha só para esta orelha! Que nojo!”; A minha mãe ensinou-me a determinação… “Vais ficar aí sentado até comeres a sopa toda!”; A minha mãe ensinou-me habilidades como ventríloquo… “Não resmungues! Cala essa boca e diz-me por que é que tu fizeste isso?”; A minha mãe ensinou-me a ter gosto pelos estudos… “Se eu for aí e tu não tiveres terminado os trabalhos de casa, tu já sabes!…”; A minha mãe ensinou-me os números… “Vou contar até dez. Se esse vaso não aparecer tu levas uma sova!”. Enfim, era mais ou menos assim… Já agora, obrigadão, mãe!!! Eu não me tornei drogado nem bandido…
Ensinamentos das mães de antigamente
